Astrônomos da Universidade de Princeton podem ter encontrado indícios da existência de um planeta ainda não detectado em nosso Sistema Solar. O corpo celeste, apelidado de “Planeta Y”, teria um tamanho comparável ao da Terra.
Um estudo recente, publicado em uma científica especializada, sugere que este planeta invisível estaria distorcendo o plano orbital de objetos localizados muito além de Netuno.
A análise da trajetória de 154 objetos do cinturão de Kuiper, uma região que abriga milhares de corpos gelados nas bordas do Sistema Solar, revelou um padrão intrigante. A partir de uma distância de cerca de 12 bilhões de quilômetros do Sol, esses objetos começam a se inclinar de forma inesperada, um fenômeno que não pode ser explicado pela influência gravitacional dos planetas conhecidos.
Simulações computacionais indicam que um planeta com massa entre Mercúrio e a Terra, orbitando a uma distância entre 100 e 200 vezes a distância entre a Terra e o Sol, poderia ser o responsável por essa perturbação gravitacional. Essa órbita distante e levemente inclinada tornaria a detecção do planeta extremamente desafiadora para os telescópios atuais.
Os cientistas enfatizam que o “Planeta Y” é uma hipótese distinta da teoria do “Planeta 9”, proposta em estudos anteriores. O potencial novo planeta influenciaria uma região diferente do Sistema Solar, possuindo uma inclinação de aproximadamente 15 graus e massa suficiente para alterar o plano dos corpos menores ao seu redor.
A equipe de pesquisa espera que futuros levantamentos astronômicos, como os realizados pelo Observatório Vera C. Rubin, possam fornecer evidências concretas da existência deste planeta. Se confirmado, o “Planeta Y” seria a primeira descoberta de um novo planeta no Sistema Solar em mais de 170 anos, desde a identificação de Netuno.





























































