O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Pernambuco inaugura um parque tecnológico focado em testar inovações industriais e tecnológicas no setor de energia e combustíveis. A iniciativa visa acelerar o desenvolvimento de tecnologias emergentes, oferecendo às empresas uma infraestrutura para prototipagem e testes.
Um dos projetos de destaque é o desenvolvimento de baterias brasileiras para veículos híbridos leves. Diferentemente dos híbridos completos, estes modelos utilizam baterias menores, instaladas sob o banco do motorista, para auxiliar na redução do consumo de combustível. O objetivo é aumentar a eficiência dessas baterias sem alterar seu tamanho, já que atualmente a produção é concentrada fora do país.
O plano é iniciar a produção de cerca de mil unidades mensais dessas baterias piloto no primeiro trimestre de 2026, após a instalação do maquinário prevista para janeiro. Este protótipo nacional de bateria de lítio de baixa tensão (12V/48V) conta com a colaboração de empresas como Moura, Stellantis, Volkswagen, Iochpe Maxion e Horse. A iniciativa responde à expectativa de que, a partir de 2027, todos os veículos fabricados no Brasil incorporem algum nível de eletrificação, tornando este modelo uma solução adaptável.
Outro projeto piloto em andamento no Senai Park é a digitalização da cadeia de produção de hidrogênio sustentável. O hidrogênio tem sido considerado uma alternativa promissora para combustíveis e energia, com potencial para armazenar grandes quantidades de energia ou combustível em espaços reduzidos.
O projeto busca monitorar e certificar a produção de hidrogênio, assegurando que sua cadeia produtiva seja livre de poluentes. Para isso, uma unidade instalada no porto produzirá 30 kg de células de hidrogênio por dia, o suficiente para abastecer quatro veículos em percursos diários de aproximadamente 100 km.
Localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, o Senai Park oferece uma estrutura para que empresas possam criar projetos-piloto, minimizando os custos associados ao teste de novos produtos. A infraestrutura visa preencher a lacuna entre a descoberta de uma tecnologia e sua chegada ao mercado, acelerando o desenvolvimento e dividindo os riscos com a indústria.
Os próximos projetos do Senai Park, que envolvem 14 empresas, somam R$ 100 milhões em investimentos e preveem outros R$ 200 milhões em prospecção. Além de baterias e hidrogênio, há estudos em andamento para sensores de frenagem automática e treinamento de drones industriais, todos com cronogramas e estruturas personalizadas.





























































