O governador de Akita, província montanhosa no norte do Japão, solicitou o auxílio das Forças Armadas para proteger seus cidadãos frente a um aumento alarmante de ataques de ursos. A situação se agrava com um número recorde de ocorrências em 2025, superando os índices dos anos anteriores.
“A exaustão em campo está atingindo o limite”, declarou o governador Kenta Suzuki em uma publicação recente, revelando sua intenção de buscar apoio militar para o abate dos animais.
Um encontro entre Suzuki e o recém-empossado ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, está agendado para discutir a crise. A reunião busca definir estratégias para mitigar os riscos e garantir a segurança da população.
O pedido de assistência militar surge após um ataque particularmente violento em Akita, que resultou em uma morte e três feridos. Autoridades locais reportam 54 vítimas fatais ou feridas este ano, um aumento drástico em comparação com os 11 casos do ano passado. O número de avistamentos também disparou, multiplicando-se por seis, com mais de 8.000 registros.
O crescimento populacional dos ursos, somado ao despovoamento de áreas rurais, tem intensificado o contato entre humanos e animais. Os encontros ocorrem cada vez mais em áreas urbanas, com ursos buscando alimento e, em alguns casos, invadindo residências e até mesmo supermercados.
A questão é agravada pelo envelhecimento da população japonesa, o que reduz o número de caçadores experientes disponíveis para rastrear os ursos. Observadores notam que os animais parecem demonstrar menos receio dos humanos do que no passado.
No Japão, os ursos-negros podem atingir até 140 kg, enquanto os ursos-pardos, encontrados na ilha de Hokkaido, podem pesar até 400 kg. Em resposta à escalada da crise, Akita começou a distribuir sprays repelentes em rotas escolares, visando garantir a segurança das crianças.





























































