Uma paciente no Hospital de Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, viu sua cirurgia de vesícula ser cancelada na última terça-feira (11/11), após uma espera de 12 horas no centro cirúrgico. A paciente, Antônia Anágila Sobrinho, aguardava o procedimento há dois anos. O cancelamento inesperado gerou frustração e levanta questões sobre o funcionamento do sistema de saúde.
Antônia havia sido notificada na noite anterior sobre a realização da cirurgia. Após internação e jejum preparatório, a paciente foi informada, às 18h15, que o procedimento não poderia ser realizado devido a um problema técnico no autoclave, equipamento essencial para a esterilização de materiais cirúrgicos.
O diretor-geral do hospital, Pedro Coelho, esclareceu que, embora inicialmente reportado como falta de aventais, o motivo real do cancelamento foi a falha no equipamento de esterilização, impossibilitando o uso dos materiais necessários.
Apesar do incidente, o diretor informou que 24 cirurgias foram realizadas no mesmo dia, como parte de um mutirão organizado pelo hospital. Apenas o procedimento de Antônia foi afetado pela falha técnica. A unidade de saúde garantiu que o problema foi rapidamente solucionado e que os procedimentos cirúrgicos foram retomados normalmente já na quarta-feira (12/11).
A direção do hospital expressou solidariedade à paciente e se comprometeu a remarcar a cirurgia com a máxima urgência, estabelecendo um prazo de até dez dias para comunicar a nova data do procedimento. O hospital mantém contato com Antônia, fornecendo orientações e atualizações sobre o agendamento.
O incidente levanta questionamentos sobre a manutenção preventiva dos equipamentos hospitalares. Embora inspeções regulares sejam realizadas, falhas como essa podem ocorrer e só serem detectadas durante a operação dos equipamentos. A administração do hospital destaca que, apesar das rotinas de manutenção, equipamentos como autoclaves podem apresentar falhas inesperadas durante o uso.





























































