A Braskem enfrenta nova denúncia na Justiça Federal, apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), relacionada à exploração de sal-gema em Maceió, Alagoas. A extensa peça acusatória, composta por 390 laudas e volumosos anexos que somam quase 7.500 páginas, detalha as acusações contra a empresa.
A denúncia, mantida sob sigilo, aponta para a ocorrência de diversos crimes. Entre eles, destacam-se delitos ambientais, como a poluição. Adicionalmente, a acusação elenca crimes contra a administração pública, incluindo a apresentação de estudos considerados falsos, a exploração de bens pertencentes à União sem a devida autorização legal, dano qualificado ao patrimônio público e falsidade ideológica.
Diante da nova investigação, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) questionou a Braskem sobre o caso. Em resposta, a petroquímica declarou que ainda não teve acesso ao conteúdo detalhado da denúncia, que tramita sob segredo de justiça, o que impede uma avaliação completa sobre a materialidade e a eventual necessidade de divulgação de Fato Relevante.
A Braskem alega que tem mantido os investidores informados sobre o inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF) em Alagoas, que investiga a responsabilidade da empresa no afundamento de bairros inteiros de Maceió. Esse fenômeno de movimentação do solo forçou o deslocamento de mais de 50 mil moradores.
Além da pessoa jurídica Braskem, a denúncia do MPF também inclui 15 pessoas físicas.
Em comunicado, a Braskem reafirmou seu compromisso com a sociedade alagoana, expressando respeito e solidariedade aos moradores afetados. A empresa manifestou confiança nos nomes mencionados no inquérito e garantiu que continuará empenhada no cumprimento de todos os compromissos assumidos. A Braskem informou que exercerá seu direito de defesa assim que tiver acesso integral à denúncia.





























































