O Deutsche Bank se manifestou sobre a operação financeira apontada pela Ambipar como o principal gatilho para sua crise financeira. Segundo o banco, a negociação foi conduzida de maneira “transparente” e após “ampla discussão” com os representantes legais da empresa.
Em nota, o Deutsche Bank afirma que os swaps foram realizados seguindo rigorosamente os padrões da indústria e suas obrigações legais. A instituição financeira alega que as operações foram solicitadas pela própria Ambipar, e o aditivo contratual foi elaborado para auxiliar na redução dos custos de hedge da companhia.
O banco enfatiza que os termos do aditivo foram totalmente transparentes para a Ambipar, amplamente revisados por seus representantes legais, e o contrato foi devidamente assinado pelos diretores estatutários Thiago da Costa Silva e Luciana Freire Barca Nascimento. O Deutsche Bank justifica as chamadas de margem, alegando que estas foram motivadas principalmente pelas variações cambiais e de taxas de juros.
A Ambipar alega que a assinatura do contrato com o Deutsche Bank desencadeou uma espiral que a conduziu a uma crise financeira. A empresa aponta que o ex-CFO, João Arruda, e o vice-presidente do Deutsche Bank, Henrique Ramin, que trabalharam juntos no Bank of America (BofA), estiveram envolvidos na estruturação de um bond para captar US$ 493 milhões, com hedge cambial feito com o Deutsche Bank, e na transferência para o banco alemão do hedge de um bond de 2031.
Ainda de acordo com a versão da Ambipar, o Deutsche Bank intensificou as cobranças, ameaçando o vencimento imediato de todas as dívidas caso as margens não fossem depositadas. Essa situação teria levado o Banco Santander a antecipar o vencimento de US$ 112 milhões, seguido por uma ação semelhante do Itaú, gerando um efeito cascata.





























































