A liquidação do Banco Master gerou apreensão entre investidores, desencadeando uma busca por informações sobre a recuperação de valores aplicados em produtos financeiros como CDBs. O caso intensificou a desconfiança em relação a outros bancos médios, que também cresceram ofertando investimentos em renda fixa.
Os CDBs do Master atraíram clientes com rendimentos de até 140% do CDI, uma taxa significativamente superior à oferecida pelos grandes bancos. A estabilidade destas instituições financeiras maiores volta a ser um fator determinante, o que pode impactar o crescimento de bancos menores e potencialmente aumentar a concentração do mercado.
Bancos menores normalmente captam recursos através de CDBs e emprestam para pequenas e médias empresas, seus principais clientes. A desconfiança dos investidores pode interromper esse fluxo crucial. Dados do Banco Central indicam que, em 2024, o montante arrecadado com CDBs ultrapassou R$ 1 trilhão, direcionado principalmente para bancos de pequeno e médio porte.
A liquidação do Banco Master reacende o receio do investidor brasileiro, um temor construído ao longo de décadas por confiscos governamentais e pirâmides financeiras. A poupança, apesar do baixo rendimento, continua sendo a escolha preferida pela segurança. Uma pesquisa recente aponta que, mesmo com reservas disponíveis, muitos evitam o mercado financeiro.
Apesar da resistência, a relação dos brasileiros com o sistema financeiro mudou drasticamente na última década, com transações antes demoradas em agências bancárias, sendo realizadas em dispositivos móveis. Plataformas especializadas em investimentos popularizaram produtos como LCA, LCI e CDBs.
O número de investidores aumentou, passando de 31% da população brasileira em 2021 para 37% em 2024. Esse crescimento financiou setores como agronegócio, construção civil e o próprio crescimento de bancos médios, como o Master.
Os CDBs representam um aporte de capital para o sistema financeiro, onde investidores emprestam dinheiro, esperando receber o valor de volta com juros. A liquidação do Master impacta tanto os bancos médios quanto os investidores, não apenas na prática, mas também no plano moral.
As consequências do medo e da desconfiança são imprevisíveis, especialmente em um cenário onde a insegurança financeira está tão enraizada na experiência brasileira.





























































