A Food and Drug Administration (FDA) anunciou novas restrições ao uso de medicamentos e suplementos ingeríveis contendo flúor para crianças nos Estados Unidos. A medida foi divulgada na última sexta-feira (31).
A decisão surge após uma revisão científica que identificou potenciais riscos à saúde associados ao uso desses produtos e benefícios considerados limitados na prevenção de cáries dentárias. A FDA notificou quatro empresas que comercializam esses produtos sem a devida aprovação, especialmente aqueles destinados a crianças menores de três anos ou a crianças mais velhas consideradas de baixo risco para cárie.
A também emitiu orientações para profissionais de saúde sobre o uso apropriado dessas substâncias. De acordo com um comunicado, há maneiras mais eficazes de proteger os dentes das crianças do que a ingestão de flúor não aprovado, que pode alterar o microbioma intestinal.
Embora o flúor seja reconhecido como um elemento essencial para a saúde bucal, o consumo excessivo pode levar à fluorose dentária, uma condição que causa manchas brancas no esmalte dos dentes em desenvolvimento. Em casos mais graves, a fluorose pode levar à fragilidade e ao desgaste dentário.
Suplementos de flúor, disponíveis em gotas, pastilhas ou comprimidos, eram frequentemente recomendados para crianças que residiam em áreas com baixa concentração do mineral na água. No entanto, a FDA agora recomenda que o uso seja restrito a situações específicas, dado que a ingestão desnecessária pode resultar em efeitos adversos.
Entre as preocupações levantadas pela FDA estão possíveis alterações no microbioma intestinal, ganho de peso e potenciais impactos cognitivos. Essas questões ainda estão sob investigação, mas reforçam a necessidade de cautela no uso desses suplementos.
A FDA esclarece que as novas medidas não se aplicam a produtos tópicos, como cremes dentais e enxaguantes bucais, nem a tratamentos com flúor realizados em consultórios odontológicos. O objetivo principal é proteger as crianças pequenas da ingestão de substâncias com flúor sem comprovação científica robusta e promover práticas preventivas mais seguras e baseadas em evidências.





























































