Estima-se que 20% da população brasileira sofra com algum grau de esteatose hepática, uma condição marcada pelo acúmulo excessivo de gordura no fígado. A condição está frequentemente ligada a problemas metabólicos e escolhas de estilo de vida, incluindo sobrepeso, obesidade, diabetes, má nutrição e consumo excessivo de álcool.
A doença, na maioria das vezes, se desenvolve silenciosamente. Os sintomas podem incluir dor abdominal, fadiga, fraqueza, perda de apetite, inchaço e dores de cabeça persistentes.
Em estágios avançados, o excesso de gordura pode levar a hemorragias, icterícia (pele e olhos amarelados), inchaço nas pernas e cirrose. De acordo com especialistas, a inflamação prolongada pode causar cicatrizes no fígado, agravando a condição.
Não existe um tratamento medicamentoso específico para a esteatose. A mudança no estilo de vida é o ponto de partida tanto para a prevenção quanto para a redução do risco de progressão da doença. Especialistas enfatizam a prioridade da modificação do estilo de vida.
Estudos recentes apontam para a eficácia de hábitos simples, como o consumo de peixes ricos em ômega-3, substância reconhecida por suas propriedades anti-inflamatórias. Pesquisas indicam uma menor incidência de gordura no fígado entre aqueles que consomem sardinha e salmão regularmente, peixes que contêm EPA e DHA, com ação anti-inflamatória.
Outros hábitos importantes incluem manter o peso ideal, variar a dieta com alimentos que estimulem enzimas hepáticas, combatam a inflamação e favoreçam a regeneração (como brócolis, beterraba, abacate, cúrcuma e alcachofra), consumir café com moderação (uma a duas xícaras por dia), praticar exercícios físicos, repensar o consumo de açúcar e ultraprocessados, e evitar o consumo de álcool.
É importante ressaltar que cerca de 25% dos pacientes com esteatose podem evoluir para hepatite por gordura, fibrose ou cirrose, além do risco de desenvolverem carcinoma hepatocelular, um tipo de câncer de fígado.





























































