Edgard Alves de Andrade, 55 anos, conhecido como Doca ou Urso, é o principal alvo de uma megaoperação policial deflagrada nesta terça-feira nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Foragido da Justiça, ele é apontado pela Polícia Civil como um dos líderes do Comando Vermelho (CV), com forte influência no Complexo da Penha.
Investigações apontam que Doca lidera o CV no Complexo da Penha e em outras comunidades da cidade, incluindo áreas na Zona Sudoeste e Zona Norte, algumas tomadas recentemente da milícia. Ele é investigado por mais de uma centena de homicídios, incluindo mortes de crianças e desaparecimentos.
Em outubro de 2023, Doca foi identificado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de um quarto, ocorridos na Barra da Tijuca. As vítimas, que participavam de um congresso de medicina, foram confundidas com integrantes de uma milícia rival.
A Polícia Civil apura a participação de Doca em ações de tráfico na Gardênia Azul e em Rio das Pedras. Ele é ligado a BMW, um criminoso procurado por envolvimento na guerra entre traficantes e milicianos e também investigado no caso da morte dos médicos na Barra da Tijuca.
Doca já havia sido alvo da operação Buzz Bomb, da Polícia Federal, que investigava o uso de drones para lançar granadas, utilizados por membros do CV. Contra ele, existem mais de 20 mandados de prisão expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Em setembro do ano passado, sua prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do TJRJ, sendo denunciado por organização criminosa e posse de material explosivo.
O Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à captura de Doca. O valor é o mesmo oferecido por informações sobre o paradeiro de Fernandinho Beira-Mar, atual chefe do CV, mesmo estando preso há 20 anos.
A megaoperação que busca capturar Doca mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, resultando em diversas prisões e apreensões, incluindo fuzis. Durante a operação, foi encontrado um grafite em uma das comunidades com a imagem de um urso gigante vestindo colete à prova de balas e empunhando um fuzil, em referência à “Tropa do Urso”, grupo ligado a Doca.





























































