O Brasil enfrenta um cenário preocupante com o aumento da radiação ultravioleta e a persistência do câncer de pele como o tipo mais comum da doença no país. Dezembro, mês dedicado à prevenção, ganha ainda mais relevância diante de ondas de calor intensas e índices UV classificados como extremos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em diversas capitais.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que o câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Dermatologistas alertam para o crescente número de diagnósticos tardios, muitas vezes resultado da falta de atenção aos sinais iniciais ou da confusão com manchas comuns, principalmente entre trabalhadores expostos ao sol diariamente.
O aumento dos casos está ligado a fatores ambientais e comportamentais. Ondas de calor prolongadas, recordes de temperatura e níveis extremos de radiação UV tornam a exposição solar mais agressiva. Além disso, mudanças no estilo de vida, como o aumento de atividades ao ar livre e o trabalho em áreas externas, contribuem para a exposição acumulada e cotidiana.
Especialistas alertam que a proteção solar vai além do uso de protetor, envolvendo horários de exposição, acesso a produtos confiáveis e conhecimento sobre os riscos. A exposição excessiva ao sol é influenciada por jornadas de trabalho ao ar livre, desinformação nas redes sociais e exposição prolongada durante as ondas de calor.
Para reduzir a exposição solar, especialistas recomendam evitar os horários de radiação mais intensa (entre 10h e 16h), utilizar barreiras físicas como chapéus, roupas com proteção UV e óculos adequados, e desconfiar de protetores solares com preços muito abaixo do mercado. A Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponibiliza uma lista de produtos irregulares para auxiliar na identificação de marcas confiáveis.
É fundamental investigar qualquer alteração na pele, como manchas ou pintas que mudam de cor, formato ou tamanho, feridas que não cicatrizam, lesões que sangram ou apresentam sensibilidade, pintas novas após os 30 anos e manchas escuras sob as unhas. O diagnóstico precoce é crucial para o sucesso do tratamento.





























































