Um registro fotográfico raro capturou o momento em que o cometa Lemmon parece se entrelaçar com o rastro luminoso de um meteoro. O fenômeno foi observado e documentado na última sexta-feira, em Manciano, Itália.
O responsável pela imagem impressionante é um astrofísico italiano, fundador de um projeto de telescópio virtual e fotógrafo. Embora a proximidade visual sugira uma união, o cometa e o meteoro estavam, na realidade, separados por vastas distâncias, medindo milhões de quilômetros. O meteoro surge em primeiro plano, enquanto o cometa Lemmon se encontra ao fundo da imagem.
“Nesta fotografia, o brilho residual do meteoro parece se enrolar ao redor da cauda iônica do cometa — um verdadeiro milagre de perspectiva”, declarou o astrofísico após o registro do evento.
Meteoros, que normalmente viajam a velocidades superiores a 160 mil km/h, podem deixar rastros luminosos visíveis no céu por vários minutos. Ventos em diferentes altitudes podem moldar esses rastros em formas sinuosas e curiosas. No momento da captura da imagem, o cometa Lemmon estava a aproximadamente 100 milhões de quilômetros de distância da Terra.
O C/2023 A3 (Lemmon) é um dos três cometas atualmente passando pelo Sistema Solar. O Lemmon tem atraído atenção por seu brilho intenso e cauda azulada, resultante da vaporização e ionização de gases em sua superfície. Após 21 de outubro, quando atingiu o ponto mais próximo da Terra, o cometa pôde ser observado com binóculos e telescópios simples.
Durante a observação, o astrofísico notou um espiral dourado em torno do cometa, resultado de reações químicas na atmosfera terrestre provocadas pela passagem do meteoro. O fenômeno está associado à ionização do oxigênio molecular na atmosfera, seguida de sua recombinação, que produz a emissão de luz naquele comprimento de onda.





























































